Área Restrita

De cada 20 pessoas, uma foi vítima de algum crime em Goiânia, diz SSP

Atualmente, efetivo da PM para o estado é de 12 mil e da Polícia Civil, 3,5 mil.
Especialistas dizem que número é insuficiente para combater criminalidade.

Um levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) mostra que em 2015, a cada 20 pessoas, uma foi vítima de algum tipo de crime em Goiânia. No estado esse número sobe para um registro a cada 37 habitantes. Moradores e até policiais contam que o efetivo nas ruas é insuficiente para combater a criminalidade no estado.

A capital tem aproximadamente 1,4 milhão de habitantes e no ano passado foram registradas 71 ocorrências. Atualmente o efetivo da Polícia Militar é de 12 mil para atender todo o estado. Já na Polícia Civil, são 3,5 mil servidores.

“Há uma carência de policial, isso é incontestável. A consequência disso é um clima de pânico”, disse o promotor do Ministério Público, Giuliano da Silva Lima.

Na região sudoeste da capital, o batalhão da PM é um exemplo da falta e também perda de efetivo. “De 60 policiais e 10 ou 12 viaturas, nós estamos com 40 e poucos. Às vezes fica uma viatura parada na companhia por falta de mais um [policial para estar no veículo]”, contou o presidente do Conselho de Segurança da região, João Paulo Costa da Silva.

Em alguns casos, os carros da polícia são deixados parados com o giroflex ligado para dar a sensação de segurança aos moradores e comerciantes. “Na verdade, não tem ninguém lá. Não tem efetivo para por lá, não tem material humano”, contou o presidente da Associação de Cabos e Soldados.

A Polícia Militar explicou que isso, na realidade, é uma conduta estratégica caso seja necessário sair rapidamente para alguma ocorrência.

Interior
Nem mesmo as cidades no interior do estado estão escapando da criminalidade. Em Uruana, a 150 km da capital, apenas três policiais fazem toda a segurança do município, de 14 mil habitantes. São dois agentes por turno fazendo o patrulhamento e um que cuida da cadeia da cidade, onde estão 25 detentos. Até 2006, o efetivo era de 20 homens.

“Aqui, o policial militar é o Choque, o Graer, a Rotam, é tudo. Não tem especializada aqui para dar o suporte para ele em nada. É ele, a farda, o colete balístico e a viatura para atender toda uma demanda”, disse o comandante do 3º pelotão da PM.

A Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) informou que deve finalizar no mês de junho um concurso de agente prisional para a cidade.

Com relação ao efetivo da PM, a SSP informou que 750 novos agentes estão em treinamento e que alguns serão mandados para Uruana.

 

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