Área Restrita

Cirurgias de emergência ou eletivas estão no topo dos problemas

Os casos de cirurgia – sejam eletivas, de emergência ou por questões estéticas – são os mais frequentes nas ações que cobram reparação em tribunais mineiros. De acordo com a desembargadora Cláudia Regina, é comum pacientes cobrarem reparação por terem ficado com alguma lesão em tratamentos feitos em regime de urgência. Ela explica que, em parte dos casos, o recurso disponível para a cirurgia ou a emergência do atendimento podem interferir, mas sustenta que há casos também de procedimentos malfeitos e até mesmo de esquecimento de materiais no corpo do paciente, o que é mais raro.

 Já em relação às cirurgias estéticas, a exemplo de lipoaspirações, colocação de próteses de silicone e reparações na face, a possibilidade de lucrar cada vez mais com os procedimentos tem se configurado como agravante para erro médico, na opinião de especialistas. A desembargadora explica que, nesses processos, os motivos estão mais ligados à insatisfação do paciente, com o resultado ou com uma cicatriz, por exemplo. “Será sempre a perícia médica que vai avaliar se houve erro. É diferente de o médico ter esquecido um instrumenta dentro do paciente, o que nem exige perícia”, explica Cláudia Regina.

Na ponta do atendimento, pacientes vítimas de erros sofrem com o somatório dessas dificuldades. No caso da autônoma Sandra de Fátima Nunes Morato, de 50 anos, que ainda se trata de um câncer, um resultado de exame trocado e a má avaliação de uma ginecologista em um centro de saúde da Prefeitura de BH tiveram consequências graves. O diagnóstico foi adiado em um ano. O tumor, de nível 2, evoluiu para nível 5.

“A mamografia de rotina foi feita em 2013. Quando levei o resultado para a médica no posto de saúde, as imagens estavam certas, mas o laudo era de outra mulher, que tinha o mesmo nome que eu. Na consulta, a médica nem olhou as chapas, leu apenas o laudo e disse que eu estava bem. Um ano depois, senti o nódulo crescendo e, quando fiz uma mamografia de urgência, o tumor estava avançado”, conta Sandra, ao lembrar que, quando fez cirurgia para retirada, o nódulo já havia chegado ao nível 8, o último estágio. “Sofri muito, porque o tratamento é muito pesado e doloroso. Meu caso é resultado de negligência”, diz a paciente, que ingressou com uma ação na Justiça no ano passado, exigindo reparação.

fonte: http://www.em.com.br/

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